segunda-feira, 18 de julho de 2011

Dependencia Emocional

Não é incomum, nos depararmos com notícias sobre mulheres que foram agredidas por seus companheiros – muitas chegando ao ponto de ficarem desfiguradas. O mais estranho (aos olhos de quem está de fora) é que acabam dando declarações sobre perdão e amor. Há quem fique indignado diante de tais afirmativas e não consiga compreender como essas mulheres, mesmo após tantas agressões físicas e psicológicas, conseguem perdoar o agressor.
A violência doméstica tem um ciclo. A mulher passa pela fase de lua de mel, na qual tudo está bem e ela se sente protegida; depois vem a tensão e a crise, que culminam inicialmente em violência psicológica e logo em seguida a violência física; ela pensa em tomar uma atitude; o companheiro pede perdão, porque se arrepende; e ela acredita, retorna ao relacionamento, pois espera que tudo volte a ficar bem... Vulgarmente as pessoas acham que a mulher gosta de ficar nesta situação, mas não é verdade.
Em muitos casos, o que acontece é a dependência emocional, visto que as mulheres tendem a idealizar o relacionamento e até mesmo o companheiro, sendo difícil para elas dissociar o homem por quem se apaixonaram daquele que lhes agride. O amor patológico é aquele que prejudica a relação, a si mesmo e ao outro – não é saudável. A dependência afetiva se torna presente e o outro se transforma no centro de suas vidas, aqui podemos chamar esse processo de “cegueira emocional".
Existe ainda toda uma educação sexista que colabora com isso, nos lembrando que muitas mulheres crescem acreditando que só serão felizes se conseguirem se casar. Também vemos muitas mães que dizem para as filhas, vítimas de violência, que “é assim mesmo”, “não tem jeito”, “melhor com ele”, mostrando que o comportamento acaba sendo transmitido na família de geração em geração.
Os casos que chegam ao consultório psicológico costumam ser graves, com mulheres que sofrem violência emocional e física e até mesmo correm risco de morte. Este é um problema democrático, porque não afeta apenas uma classe social, faixa etária, religião ou raça, em todos os lugares podemos encontrar uma vítima.
A dependência emocional em relação a um companheiro violento tem tratamento. É um processo. Não acontece do dia para a noite, mas aos poucos é possível fazer com que essa mulher dissocie amor de violência. O próprio homem acha que age por amor, por medo de perder “sua mulher” e o psicoterapeuta trabalha para mostrar que amor, afeto e respeito podem e devem andar juntos. Um não é do outro, não deve haver relação de posse, sempre devemos buscar no outro relacionamentos construtivos e que nos tragam crescimento e felicidade.
As pessoas que tendem a permanecer num relacionamento destrutivo, percebem que algo está errado, sentem-se infelizes, mas se sentem incapazes de colocar um ponto final. Essa incapacidade faz parte do problema, continuar sofrendo e infeliz num relacionamento destrutivo, mostra o quanto é necessário uma ajuda profissional urgente.
A melhor ajuda é a psicoterapia, mas o primeiro passo é assumir que a doença existe, e o segundo passo é buscar auxílio de um psicólogo ou grupos de apoio. É impossível conseguir amar de forma saudável se estamos doentes, é importante manter sempre atividades que goste de fazer e nunca abandonar nada por causa do outro, lembrem-se que o outro deve ser complemento saudável de sua vida e não o centro da mesma. Buscar ajuda o mais rápido possível é o recomendado, amar demais é um vício tão perigoso quanto qualquer outro, e pode ser fatal.

Micheli Krayevski
(47) 9193 6553

terça-feira, 12 de julho de 2011

EJACULAÇÃO PRECOCE E IMPOTENCIA SEXUAL MASCULINA



É impressionante como problemas psíquicos seguem determinados caminhos. A ejaculação precoce e a impotência sexual são precedidas por algumas alterações emocionais e seguidas de muitas outras, geralmente mais intensas e graves. A partir do momento que o exame clínico, feito pelo médico, não detecta qualquer alteração de ordem física, devemos tratar dos aspectos emocionais das disfunções sexuais.
Nos tempos atuais, em que procuramos em farmácias soluções para as dores do mundo, onde as pessoas buscam resultados quase que imediatos para todos problemas, muitas vezes se corre o risco de se tratar apenas as consequências, esquecendo das causas e condições geradoras da situação. O resultado é uma cura artificial e sintética, podendo cronificar determinadas situações de sofrimento ao indivíduo. Obviamente não podemos, em hipótese alguma, desmerecer os avanços da medicina na área sexual, e os novos remédios no mercado, que abriram a possibilidade de cura e prolongamento da satisfação sexual, principalmente na terceira idade.
O inadmissível é o uso indiscriminado destes produtos, em pessoas que deveriam ter outra abordagem terapêutica, pois como disse anteriormente, o exame clínico deveria ser a ponte para determinar se o tratamento deve ser medicamentoso, psicoterápico ou ambos. Infelizmente tal fato não ocorre, na maioria das vezes, inclusive devido aos interesses da comercialização farmacológica.
A impotência é, em boa parte dos casos, um sinal orgânico para que a pessoa reflita sobre sua vida sexual, devendo ampliar ou mudar suas idéias acerca do que é uma verdadeira relação de prazer.
A impotência sexual é um fardo quase que insuportável para os homens. Nada despotencializa mais a autoestima deles. Se estivermos falando de potência ou impotência, logo chegaremos a lógica conclusão de que as raízes do problema estão ligadas aos aspectos do poder. Como o sujeito vivencia o mesmo, é o fator determinante de sua disfunção sexual. A impotência é o retrato físico de determinada decepção, amargura ou desilusão emocional. É a crença extremamente internalizada de que aquilo que era uma fonte de imenso prazer se transformou num profundo medo de ser constantemente colocado a prova. Devemos nos perguntar, como ocorre esta "rebelião" através de nossos sentidos? A resposta é que a pessoa acometida de tal distúrbio, quase sempre procura negar a essência de seu ato sexual. Se desejar desenfreadamente sexo puramente para provar poder, seu corpo fornece a mensagem oposta, de que a pessoa necessita urgentemente de uma ligação profunda e amorosa. Se ocorrer infidelidade ou promiscuidade, a mensagem é a culpa resultante de tal conduta que afetará a esfera sexual. Mesmo no caso de uma relação estável e amorosa, a mensagem da impotência pode ser que a pessoa simplesmente abortou ou trocou seu gozo sexual, por alguma obrigação que tende cumprir segundo determinado código moral.
A ejaculação precoce possui o significado inconsciente de que a pessoa "não pode perder tempo com seu prazer sexual", simplificando ao máximo o ato sexual. Talvez sua energia esteja quase que totalmente deslocada para o trabalho ou ambição material. O fato é que a atitude sexual, nada mais é do que o espelho de determinada conduta ou visão de mundo. O homem moderno ingenuamente tenta dissociar seus afazeres profissionais das questões íntimas, quando um é totalmente o reflexo do outro. Jamais poderemos encher nossa alma com a luta diária pelo poder e ascensão social, sem que tais questões afetem nossos sentimentos mais íntimos.
Temos de pensar nos sintomas dos distúrbios sexuais, como mensagens que nossa mente nos passa, sendo que a principal delas é que devemos novamente priorizar o lado afetivo. Tanto a impotência sexual quanto a ejaculação precoce, clamam para que a pessoa recupere seu prazer sexual perdido no meio das ambições que preencheram a vida.
Obviamente o aspecto de egoísmo também está presente nos distúrbios sexuais, pois o outro será privado da satisfação sexual. Logicamente isto não é uma regra, mas temos de investigar cada caso, para sabermos as motivações inconscientes dos bloqueios, e via de regra nos deparamos com um caráter individualista, possessivo e controlador. Infelizmente esta postura de sabotar o prazer do outro, acaba gerando o fim de sua própria satisfação sexual. Em nossos tempos, o ser mais "subversivo" é aquele capaz de usufruir sem culpa não apenas da satisfação sexual, mas da reciprocidade, companheirismo e intimidade plena de um relacionamento.
O tratamento para a impotência sexual e ejaculação precoce de natureza psíquica passa obrigatoriamente pela psicoterapia. A impotência e a ejaculação precoce é um teste duríssimo para medir o grau de confiança. O quanto aceita ser visto como alguém falível, ao invés do conceito cristalizado de que deve estar sempre pronto para o ato sexual.
Talvez toda a problemática acima citada, seja o epitáfio de um modelo de vida que deve se extinguir, se a pessoa realmente desejar satisfação plena. A desumanização de todo tipo de relacionamento, caminha a passos largos em nossa era. A doença seja física ou psíquica, tem preenchido o espaço que seria cativo da felicidade conjugal e/ou da relação. O uso de qualquer medicamento para a impotência sexual de causa psicológica, apenas mascara e adia a solução do problema, sendo que a terapia é fundamental para o tratamento eficaz.

Micheli Krayevski
Psicóloga
(47) 9193 6553

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Erotização precoce: Mundo Adulto X Mundo Infantil

Muitos acham graça quando crianças falam que têm namorados, trocam beijinhos e declarações de amor. Os pais apresentam seus filhos de poucos meses de vida como ótimos pretendentes para os pequenos filhos dos amigos; o pai festeja o menino que será pegador; a mãe vibra com as meninas que destruirão corações; vídeos de crianças apaixonadas circulam encantando os internautas. O que fica na cabecinha de quem ouve ou protagoniza esse tipo de coisa? Será que essa brincadeira (aparentemente inocente) não está lançando a infância em um terreno adulto demais?
É papel dos pais separar para seus filhos o que é do mundo adulto e do mundo infantil, e não misturar tudo – como muitos vêm fazendo. Não é à toa que cada vez mais cedo, meninos e meninas com 12 anos de idade ou muito menos “ficam” com os colegas da escola ou vizinhos como se fossem adolescentes. E mães de crianças com cinco anos levam um susto quando pegam as filhas beijando uma amiguinha na boca, em uma brincadeira onde a Barbie namorando já não é mais suficiente.
A indústria de roupas e cosméticos investe na “adultização” da infância, e este mercado vai crescendo às custas dos anos roubados das crianças. O problema é que os adultos, principalmente os pais, não percebem a seriedade do problema e caem na armadilha, estimulando o atropelo das brincadeiras, com atividades que incentivam os namoricos de mentirinha e conduzem a uma verdade preocupante: a erotização precoce.
O namoro é a vivência da sexualidade, da atração pelo corpo do outro, portanto, não é assunto de criança. Apenas na adolescência, o corpo começa a sofrer transformações que os levarão a um corpo adulto e maturidade emocional para a vida de casal. Antes disso, qualquer iniciativa para erotizar as relações ou fantasias infantis devem ser evitadas. O que os pais e a sociedade falam promove mudanças precoces interferindo negativamente no desenvolvimento infantil.
As afirmações dos pais sobre namoros entre crianças funcionam como o consumo de produtos para adultos na infância. A mãe que compra um sutiã de bojo para a filha de 8 anos pode estar buscando resolver, por intermédio do corpo da criança, as dificuldades com a própria sexualidade. Em geral, cria-se um movimento de fusão entre as duas (identidade e matriz). A filha funciona como um cabide da sexualidade da mãe. É um movimento inconsciente! Pais que têm uma vida sexual reprimida ou insatisfatória vivem a sexualidade pelo prazer dos filhos. Quanto mais comprometida estiver a vida sexual, mais vacilaram.
A atitude dos pais deve ser de provocar as crianças para pensarem em outras coisas. Não se deve jogar luz, valorizar, dizendo coisas como: “O meu filho é macho, já está beijando”. As crianças precisam ser estimuladas a viver em sociedade, sem foco na sexualidade, mas sim usufruindo o melhor que esta fase pode lhe proporcionar.
A sexualidade vivenciada de maneira precoce e distorcida afasta a criança daquilo que é próprio da idade, como o aprendizado escolar. A criança precisa estar com a sexualidade adormecida, com o foco fora do seu próprio corpo, para poder enxergar o mundo. Ou foca a energia para a sexualidade ou para o aprendizado. Mais tarde, quando já teve tempo para aprender o que é básico das letras e dos números, tem energia para viver com as duas coisas ao mesmo tempo. Além de problemas de sexualidade precoce, terá mais dificuldade no aprendizado escolar.
Os pais não podem ter medo de ser careta, é necessário dizer: “Isso não é coisa de criança. Você só vai beijar e namorar quando crescer”.

Micheli Krayevski
chelykrayevski@gmail.com

Dicas para procurar emprego


1. Como está o seu currículo? Ao montar seu currículo atente-se as informações necessárias como: dados pessoais, formação e experiência profissional.

2. Network, Network e... Network! Comece anunciando que você está procurando um emprego. Fale com amigos, familiares, professores, colegas… Em suma fale com todo o mundo! Envie seu currículo para empresas que você gostaria de trabalhar e sempre atualize seu cadastro em agencias de emprego.

3. Use a internet. Existem diversos sites e blogs que anunciam constantemente vagas disponíveis.
Esteja atento ao site da RHT     www.rhtrh.com.br

4. Visite um consultor de carreira, mostre-lhe o seu currículo e peça a opinião. O consultor de carreira também poderá te ajudar a identificar suas potencialidades, além de te indicar novas oportunidades.

5.Quanto mais tempo você fica inativo, mais tempo irá levar você para encontrar um novo emprego. Assim, considere fazer trabalho voluntário para uma organização ou entidade. Isto lhe dará a chance de melhorar suas habilidades profissionais e até mesmo aprender outras novas.

6. Mantenha-se motivado na sua busca. Quando você menos esperar, uma nova porta lhe será aberta.

terça-feira, 28 de junho de 2011

POR QUE FAZER PSICOTERAPIA?

Eis uma das maiores incógnitas ao se tratar de atendimento psicológico: É possível mudar com a ajuda da psicoterapia? Até porque, muitas vezes ouvimos dizer que “as pessoas não mudam”. Sendo assim, será útil recorrer à terapia? O que poderá fazer a diferença?
Cada um de nós está em constante mudança, mas quanto mais vezes repetimos determinados padrões de comportamento, mais enraizados estes ficam, nos deixando resistentes à mudança. Assim, os maus hábitos podem se confundir com a nossa própria maneira de ser (essência), nos levando a acreditar que a mudança é impossível.
A maior parte das pessoas pode mudar, mas isso é mais difícil se existirem perturbações emocionais. Se uma pessoa estiver deprimida, é preciso tratar primeiro da depressão para que as mudanças desejadas possam ter lugar. As pessoas mais ansiosas são obviamente mais resistentes à mudança, mesmo que se sintam desconfortáveis com a sua vida. Nestes casos, o medo do desconhecido é ainda pior do que o sofrimento atual. Afinal, mudar dói, mas não mudar dói mais ainda! Por outro lado, quando uma pessoa  é auto-disciplinada e tem uma boa rede de suporte, a mudança é muito mais fácil.
Para que a psicoterapia seja eficaz é preciso:
ENFRENTAR O PROBLEMA. Os problemas são, ao mesmo tempo, fontes de estresse e oportunidades de crescimento. Enfrentar um problema implica usarmos a nossa força e as nossas competências, mas às vezes, é mais fácil culpar os outros, procrastinar ou até negar a existência das dificuldades. Utilizamos de mecanismos de defesa, para evitar o desconforto associado à mudança. É por isso que, não raras vezes, um problema permanece pendente ao longo de vários anos. Enfrentar o problema implica reconhecer a realidade como ela é; implica na confrontação dos fatos e a busca de uma solução, em vez de varrer a poeira para debaixo do tapete. A aceitação (do problema) deve substituir a resignação para que o comece a procurar respostas para as dificuldades, para que as alternativas que até aqui não tinham sido consideradas, possam pelo menos, ser pensadas.
AUTO-RESPONSABILIDADE. Independentemente de se tratar de um pedido de ajuda referente a problema individual, profissional, conjugal ou familiar, o desespero e a desesperança são frequentes no início de um processo psicoterapeutico. A mudança começa quando as pessoas conseguem ser honestas consigo mesmas e aceitam que, de algum modo, são responsáveis pela situação em que se encontram. Quando culpamos os outros pelas nossas dificuldades, é muito mais difícil reconhecer o nosso poder, a nossa capacidade para lutar pela felicidade. Temos de escolher se queremos ser parte da solução ou parte do problema.
ATUAR. Para que as mudanças sejam alcançadas, não basta refletir, é preciso tomar decisões. Claro que isso só pode acontecer quando a pessoa se sente preparada, não adianta forçar. Um divórcio, uma mudança profissional ou uma “simples” mudança de casa podem ser assustadores. Muitas vezes é preciso enfrentar o medo do desconhecido e isso requer coragem. Às vezes, a mudança ocorre precisamente porque o sofrimento associado ao problema é de tal modo avassalador que suplanta o medo do desconhecido.
AUTODISCIPLINA. Há quem diga que o sucesso é 1% de inspiração e 99% de transpiração e o mesmo é aplicável à mudança. É preciso esforço e concentração contínuos para que possamos alcançar resultados significativos. Muitas pessoas perdem a coragem quando não vêem resultados imediatos. De um modo geral, trata-se de pessoas que não sabem adiar a satisfação. Qualquer mudança é acompanhada de ansiedade e desconforto, pelo que é preciso manter a força de vontade para atingir os resultados pretendidos. Em psicoterapia, o processo de mudança não é linear – há avanços e recuos, estagnações e saltos - a persistência é necessária e compensa.
COMPROMISSO. Para que uma mudança seja duradoura, é preciso que a pessoa se comprometa consigo mesma e com os seus objetivos e é preciso que seja fiel aos seus princípios. Para impedir que tudo volte ao que era antes, é importante olhar para o motivo do pedido de ajuda, para garantir que este expressa o verdadeiro “eu”, o verdadeiro bem-estar.
Posto isto, vamos à pergunta: por que fazer psicoterapia?
Resposta: para aumentar as chances de ser feliz! Isso mesmo! Se você se conhece, se vai mergulhando cada vez mais nessa jornada fascinante para dentro de si mesmo, suas escolhas passam a ser mais coerentes com quem você realmente é. Começa a descobrir o que é seu e o que é o do outro, que crenças e desejos são dos seus pais, da cultura ou da sociedade, de modo geral. O que você quer manter e o que quer mudar.
Uma outra razão é a possibilidade de identificar e comunicar com clareza emoções ou sentimentos. Quantos de nós temos dificuldade em entrar em contato com a raiva, o medo, a inveja? Ou ainda, de chorar, expressar amor, carinho e ternura? Quantas brigas surgem por não termos clareza do que sentimos e por não comunicarmos nossas emoções (ou o fazermos de forma equivocada)?
Para isso, é preciso saber primeiro o que não quer, e logo em seguida o que se quer; é necessário reconhecer necessidades físicas, emocionais, mentais e espirituais e o meio de atendê-las.
E como esse auto-conhecimento acontece no processo terapêutico? É no vínculo, na relação que se estabelece entre o cliente e o psicoterapeuta, que isso ocorre. O psicoterapeuta não dá conselhos, não sugere, não resolve os problemas do outro. Escuta, questiona, confronta, acolhe, apóia, conforta – tudo isso dependendo da necessidade e forma de atuação de cada um.
Técnicas são utilizadas para investir, esclarecer, trazer novos ângulos, mas elas são recursos auxiliares. É no âmago da relação que cura acontece e ela não é unilateral, se dá em ambas as partes. Sim, o psicoterapeuta também cresce, amadurece, se modifica com o processo terapêutico de seus clientes.
Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas e todas elas dão sua contribuição para o crescimento do indivíduo. Cabe a cada um se informar e buscar aquela linha com que mais se afina.
          Mova-se! Busque-se, investigue-se, "conheça-te a ti mesmo", como disse Sócrates. Embarque nessa fantástica jornada em busca de si mesmo. Ela é fascinante e libertadora, pode apostar!

Micheli Krayevski
(47) 9193 6553
chelykrayevski@gmail.com
         

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Psiquiatra, psicólogo ou psiquiatra?

O termo "psi", é muito utilizado pelas pessoas, e quase sempre é permeado de confusão quanto aos significados, principalmente quando se refere aos profissionais indicados por este termo: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista.

O psiquiatra é um profissional da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria, esta é composta de 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, atuação não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados.

O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. O curso tem duração de 4 anos para o bacharelado e licenciatura e 5 anos para obtenção do título de psicólogo. No decorrer do curso a teoria é complementada por estágios supervisionados que habilita o psicólogo a realizar psicodiagnóstico, psicoterapia, orientação, entre outras. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras.
O profissional pode optar por um curso de formação em uma abordagem teórica, como por exemplo: gestalt-terapia, psicodrama, psicanálise, terapia cognitivo-comportamental, entre outros.

O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseado nas associações livres e na transferência. O psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Homens e mulheres são iguais?

Deixando de lado as distinções corporais, homens e mulheres são iguais?
A maior parte dos anos 60 e 70 passamos tentando nos convencer de que sim. Nesse período, vigorou o paradigma de que todas as diferenças comportamentais entre os sexos eram vindos da influência cultural e da educação.
A mais famosa vítima da teoria da neutralidade dos gêneros foi David Reimer. Nascido em 1965, era um garoto saudável, mas depois que teve seu pênis destruído numa operação mal sucedida para corrigir uma fimose, seus pais procuraram o então papa dos estudos sobre sexualidade da época. John Money os convenceu de que o melhor que poderiam fazer pelo menino era submetê-lo a uma cirurgia para extração dos testículos e educá-lo como uma mulher. Foi um desastre! Apesar dos estímulos sociais e das injeções de hormônios femininos, ele jamais se sentiu como uma menina. Aos 13 anos, já sofria de depressão severa, inclusive com ideações suicidas. Aos 14, depois que seus pais lhe revelaram sua verdadeira história, ele decidiu viver como homem. Trocou os hormônios femininos por masculinos, fez uma mastectomia (retirada dos seios) e uma faloplastia (construção de pênis). Casou-se. Porem, a depressão nunca o abandonou. Suicidou-se em 2004, aos 39 anos.
O caso só ficou conhecido porque, em 1977, o sexologista Milton Diamond o convenceu a tornar pública sua história, para evitar que outras crianças fossem submetidas ao mesmo tratamento. Os detalhes estão no livro "As Nature Made Him: The Boy Who Was Raised as a Girl" (Como a natureza o fez: o menino que foi criado como menina).
Pela teoria da neutralidade, meninos brincam com carrinhos e de lutas e meninas optam por bonecas apenas porque são estimulados por seus pais a fazê-lo. Hoje, sabemos que essas preferências são inatas e têm base biológica. Uma elegante prova disso é que chimpanzés selvagens brincam com o mesmo pedaço de pau, o macho o usa como clava e as fêmeas o carregam para todos os lados como se fossem filhotes.
A desmistificação da teoria vai muito além das escolhas de brinquedos. Após algumas décadas de pesquisas mais apuradas que as de Money, acumulam-se evidências de que as diferenças de gênero afetam também a cognição, as preferências e a própria noção de propósito da vida. Isso, evidentemente, tem implicações profundas sobre a educação, o mercado de trabalho, as relações e a forma de ver a vida.
Parte da dificuldade está no tabu que ainda cerca o tema, mesmo nos meios acadêmicos. Uma das razões para a demissão de Larry Summers da reitoria de Harvard, em 2006, foi ele ter sugerido que o baixo número de mulheres em certos ramos da ciência poderia dever-se a diferenças naturais entre os sexos.
Mas, gostemos ou não, hoje sabemos que os níveis de exposição pré-natal a hormônios sexuais afetam a forma como o cérebro de meninos e meninas se organiza. Algumas características tipicamente masculinas relevantes para a educação são a propensão a correr riscos, que abarca a agressividade e o gosto pela competição, e a facilidade para relacionar-se com objetos e sistemas. Já as meninas se destacam pela maior disciplina e a capacidade de empatia, que inclui o forte interesse por pessoas.
Embora não tenham sido detectadas diferenças cognitivas que tornem as mulheres menos proficientes em ciências e matemáticas, elas quando podem preferem se dedicar a profissões que lidem com pessoas (em oposição a objetos e sistemas). É por isso que hoje quase dominam as carreiras como medicina e magistério, enquanto permanecem minoritárias na engenharia e na física, para não mencionar as oficinas mecânicas.
Vale aqui o alerta de que esses exemplos são apenas médias, as quais dizem muito pouco a respeito de indivíduos reais. É bom lembrar de que, na média, a humanidade tem um testículo e um seio.

Micheli Krayevski
chelykrayevski@gmail.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dia dos Namorados

Com a chegada do dia dos namorados temos a oportunidade de olhar para nossos relacionamentos (ou falta deles) com outros olhos. Aqui abordarei duas situações diferentes: o inicio de namoro e o casamento. Estas são circunstancias tão distintas que nem parece que acontece com os mesmos personagens. Então vamos por partes:

No princípio... O amor, ahhhh o amor! A inexplicável sensação de se sentir subtamente atraído por um outro alguém e perceber intensamente a vontade de estar junto. Esse estar apaixonado nos traz uma incrível sensação de bem estar, o caração dispara, as mãos suam e por mais que tente evitar seu pensamento foge e alcança o ser amado o tempo todo. Mas não permanecerá para sempre! Para que consigamos transformar essa paixão e essa atração em um amor pleno e verdadeiro, como o que desejamos, é preciso que abramos nossos olhos para conhecer realmente a pessoa qual escolhemos, neste momento, para partilhar a nossa vida. Segue algumas dicas:
è    Aprendam a partilhar a vida diária: dividam preocupações, problemas, sensações, alegrias... Compartilhem!
è    Sonhem juntos: façam planos para um futuro em comum. Casa, filhos, viagens, incluam um ao outro nos projetos de curto e longo prazo.
è    Conversem: não percam qualquer chance que tenham para se conhecer melhor. Importante: só construa vida em comum com aquele que você goste de conversar por longas horas, com o passar do tempo esse exercício vai ficando cada vez mais importante.
è    Não se isolem: não devemos colocar uma redoma de vidro em torno do casal. Se relacionar com amigos, família e demais círculos de relacionamento do parceiro é essencial para cultivar uma boa relação.
è    Riam: enfrentar os problemas e os defeitos nossos e do outro com bom humor é muito mais saudável.
è    Não esqueça de você: por mais gostoso que seja ficar com o companheiro, permita-se ficar sozinho e fazer aquilo que mais gosta. Ouça a musica que gosta, leia um livro, vá ao cabeleireiro, jogue futebol, etc.

Depois de algum tempo as coisas vão mudando. As pessoas que estão casadas / juntas há muito tempo sabem que a intensidade que caracteriza os primeiros tempos de namoro ou de casamento vai dando lugar a emoções mais serenas com demonstrações de afeto menos apaixonadas. À medida que nos sentimos mais seguros na nossa relação, vamos nos esquecendo daquelas atitudes básicas que tanto faziam bem no inicio. Em alguns casos, a mudança é tão intensa que se cria entre o casal uma certa acomodação e as atividades do dia-a-dia substituem totalmente os gestos românticos. Noutros casos, quando as crianças nascem o foco transfere-se totalmente para elas. Mas não tem que ser assim...
Claro que a comemoração do dia dos namorados não constitui uma oportunidade de reconexão e muito menos de reacendimento de paixões que estão há muito tempo apagadas. Mas esta é uma chance para que o casal saia um pouco da sua rotina e, caso se sintam motivados, voltem a experimentar a satisfação de um programa a dois. Isso implica esforço e, em certa medida, dinheiro. Mas também é possível celebrar a data sem a obrigação associada aos restaurantes, flores e vinhos finíssimos.
Este dia pode ser para parar e pensar na forma como estamos (ou não) demonstrando o nosso afeto à pessoa que escolhemos para estar ao nosso lado. O mais importante é interiorizar que qualquer dia do ano é ótimo para fazer uma pausa, refletir sobre a relação. Dialogar e implementar esforços que permitam que a internet, a televisão e todas as outras distrações que nos permitem evadir das preocupações, possam ser substituídas, pelo menos de vez em quando, por gestos que nos devolvam o sentimento de ser feliz ao lado do outro. Quando o nosso cônjuge é visto como companheiro, tudo muda. Não é preciso ir ao restaurante mais badalado, nem comprar flores caríssimas. Uma refeição partilhada à lareira pode transformar-se no momento mais romântico e intenso, desde que o casal sinta-se conectado.

Indiferente qual das situações você se encontra, o importante é aprender a conviver e se relacionar de forma saudável com a pessoa a qual dedica seu tempo, energia e sentimento. Feliz dia dos Namorados!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Currículo nosso de cada dia...


O currículo (CV) é a melhor forma para mostrar o profissional que você é! Apresenta-lo com erros grotescos é o atalho mais curto para fechar as portas do mercado de trabalho. Mas não falta quem cometa deslizes na hora de elaborar esse documento, reduzindo as chances de recolocação. No dia-a-dia de uma empresa de consultoria em RH recebo muitos currículos e em 75% dos casos com erros que um pouco mais de atenção e informação podem ser evitados. Ao averiguar os CV’s encaminhados ao longo dessa semana, anotei e agora repasso a vocês os principais erros cometidos, afim de que possa corrigir o seu e dar uma ótima primeira impressão.
Þ    Atentados à língua portuguesa
Nada é mais apavorante para o profissional de Rh do que encontrar erros absurdos de ortografia, gramática, concordância ou no uso de pronomes pessoais. Conjugar verbos na primeira pessoa do plural, como "Coordenamos projetos", é um erro muito comum. É melhor substituir por uma definição de ação ou usar a primeira pessoa do singular: "Coordenação de projetos" ou "Coordenei projetos". Pior ainda é fazer referência a si usando a terceira pessoa: "Obteve resultados satisfatórios", dá a idéia de que a ação foi de outro funcionário. Releia, reveja e peça para alguém de sua confiança para que corrija para você. É impossível acertar tudo, mas erros absurdos diminuem sua credibilidade como profissional (indiferente a área que se refira).
Þ    Páginas demais ou supercompactação
O seu CV não precisa ser um livro e também não pode faltar informações fundamentais para o processo inicial de seleção. Um currículo com capa, folha de rosto, carta de apresentação, e várias fotocópias de documentos anexadas, desanimam qualquer recrutador. Um bom currículo deve ter uma ou duas páginas. Ali deve conter: Nome completo, Endereço, Fone e E-mail para contato (completamente desnecessário números de documentos); objetivo cargo ou área de interesse; Formação acadêmica (se já é graduado não precisa colocar todas as escolas que passou ao longo da vida acadêmica) somente graduações e especializações – Importante: não se coloca na formação acadêmica cursos profissionalizantes e de curto prazo! Para isso haverá espaço destinado ao final do currículo; Experiências profissionais (da mais recente para as mais antigas) este é um dos itens mais importantes e deve ser destinada uma atenção especial. É indispensável colocar o nome da empresa, as datas de admissão e demissão, o cargo ocupado e as principais atividades realizadas. Assim quem receber seu currículo saberá exatamente o que você sabe fazer; Cursos e Atividade Extra-curricular este é o tópico em que poderá descrever os principais últimos cursos que fez. Obviamente não colocará um curso de datilografia que fez em 1989. Somente os voltados a sua área de interesse (um curso de modelo para passarela que fez na adolescência não o ajudará muito...). As atividades também deve ser aquelas que influenciarão no desenvolvimento da profissão, como palestras que tenha ministrado, alguma trabalho voluntário voltado para sua área profissional (participação no torneio de tiro ao alvo ou ser arbitro de torneio de futebol - não vale).
Em uma próxima oportunidade voltarei a escrever sobre esse tópico. Ainda tem muito assunto!
Þ    Fotos inapropriadas
A foto que você tirou na balada com seus amigos, ou aquela de seu book fotográfico não são as melhores opções para um currículo. Se for para colocar foto no currículo é preferível que seja a mesma que você usaria em seu RG ou CNH. Nada muito glamuroso, afinal deve ser contratado pela sua capacidade profissional e não beleza estética.
Þ    Frases de (D)Efeito
“Sou um ótimo profissional”, “Tenho facilidade de aprendizado”; “Profissional de fácil relacionamento interpessoal”. Esses jargões e frases de efeito causam “arrepios” nos selecionadores e estão contaminando muitos currículos ultimamente. Pode ter certeza: ninguém vai acreditar em sua frase de efeito! No mínimo mostrará sua falta de modéstia, até porque muitas das afirmações encontradas são surreais. Pior que isso só escrever “Deus é Fiel” no rodapé do documento. E há quem faça.
Þ    Salário à vista
A remuneração é assunto que deve ser levantado pelo contratante no momento da entrevista e não estampado em negrito em seu currículo. Se for solicitado de antemão, uma boa saída é informar seu ultimo salário para ser utilizado como parâmetro.
Þ    “Tecniquês”
Profissionais de tecnologia e engenheiros são os campeões no uso abusivo de linguagem técnica. O que para muitos (ou quase todos) profissionais de Rh é tão incompreensível quanto o mandarim. Procure sempre utilizar uma linguagem que possa ser universalmente compreensível, já que dificilmente a primeira pessoa a ver seu currículo será alguém da área que se destina.
Þ    Síndrome de Pinóquio
Mentira tem perna curta! Mesmo que consiga prolongar sua mentira pelas entrevistas, na primeira semana de trabalho você será pego. Currículo com mentiras ou “exagerinhos” são comumente desmascarados nas entrevistas iniciais. Ainda mais quando se trata de fluência em portunhol, ou desempenho em trabalhos anteriores.
Þ    Datas desencontradas
A bagunça cronológica já dificulta o trabalho do selecionador, quando essas datas se misturam e confundem é pior ainda. Não é possível que no ano de 2010 o candidato estivesse no Canadá fazendo um intercambio e ao mesmo tempo trabalhou desenvolvendo um mega-projeto na empresa em que estava registrado... Fica difícil saber em qual informação acreditar.
Þ    Mundo Informatizado
Receber e enviar informações por e-mail esta cada vez mais comum. Realmente é muito prático encaminhar o currículo pela rede e não vejo problema algum nisso. A grande dificuldade é quando os arquivos em anexo são de programas desconhecidos por qualquer software comum. Busque utilizar o padrão (Word ou PDF).

Cuidado com a forma que será apresentado para as empresas. É uma difícil tarefa expressar em uma folha de papel como somos realmente, mas é um risco que devemos correr. Organização e informações claras entre os outros itens citados, poderão abrir largos caminhos em sua carreira profissional.

Micheli Krayevski
RHT Recursos Humanos
www.rhtrh.com.br

quarta-feira, 30 de março de 2011

A Angustia do Existir

A queixa de uma angústia, de uma inquietação existencial que acompanha “desde sempre” muitos individuos, pode até ser considerada comum. Há casos, em que se trata de uma angústia gerada por uma determinada situação. Essa perturbação é provocada por circunstancias externas, e é possível identificar sua origem, seu papel, e encontrar formas de lidar com ela.  Todavia, há casos que dizem respeito a uma angústia que não é gerada por questões circunstanciais, mas trata-se de uma insatisfação, de algo que acompanha a pessoa por toda a trajetória de sua existência.
O termo “Angústia” tem sua origem no latim “Angustus” que significa “estreito, apertar, afogar”. Esse termo surge a partir de uma experiência corporal de ser no espaço, significando um estreitamento da vivência. Daí provém a expressão clássica de “aperto no peito” ou “bolha na garganta” ao se definir a angústia, sem se ter clareza sobre o que provoca essa sensação.
Eis a explicação sobre a real diferença entre angústia e medo: Kierkegaard, afirma que no medo se tem certa clareza de que é uma emoção, pois possui um objeto, isto é, sente-se medo de algo possível de ser definido, concreto. Já a angustia, ao contrário, não se tem uma clareza do objeto que a evoca.
Na filosofia existencialista, não há a crença de que possa existir vida sem sofrimento ou a felicidade eterna. Acredita que as amarguras existenciais, dentre elas a angústia, a solidão, o tédio etc., são intrínsecas à existência humana.
É a angustia que tira o homem do comodismo e o leva à ação, o faz mudar de atitude, seu modo de pensar, de agir. Possibilita a reflexão e discussão acerca dos valores existenciais que ampliam a compreensão da realidade humana. A angústia não é, portanto, um sentimento negativo, mas uma experiência que evidencia quando se tem consciência da condição humana de seres livres e únicos.
O homem possui a liberdade para assumir a totalidade dos próprios atos e, diante da obrigação de escolher, se angustia. Visto que mesmo o ‘não optar’ já é em si, uma maneira de delegar o poder decisório a um outro e, como tal, arcar com a responsabilidade do que for escolhido por este.
Para Sartre e Kierkegaard, a consciência dessa liberdade é a própria angústia, pois ao escolher o que quer ser, o homem torna-se ao mesmo tempo, um legislador de si próprio e da humanidade inteira, sendo responsável pelas conseqüências de suas escolhas.
Afirmam ainda, que o homem pode tanto optar por ser verdadeiro consigo mesmo e refletir acerca de sua responsabilidade perante si e a humanidade, quanto utilizar-se da ‘má-fé’, disfarçando sua angústia mentindo para si mesmo, justificando que seus atos implicam apenas ele mesmo. Consegue desta forma, temporariamente, uma falsa sensação de tranquilidade.
Heidegger acrescenta que a angústia é um sentimento que amedronta a todos diante do “nada” existencial, isto é, da impossibilidade de existir uma resposta para a existência, para o oculto. A angústia tem um papel central na existência do ser, pois o coloca diante do desconhecido, do risco, da dúvida, da incerteza. Afeta a ambiguidade das possibilidades, sempre as confrontando diante de suas ambivalências (Ser X Não Ser, Criação X Destruição, Vida X Morte, Sentido X Insignificação).
Assim, o homem está-aí, é um ser lançado no mundo. O estranhamento das coisas, a ausência de familiaridade com o mundo, ou como prefere Heidegger, a “presença” é a abertura para ter consciência desse mundo. Essa sensação que permeia o cotidiano e que apresenta ao homem sua situação essencial de ser – para – morte, ou seja, de ser um projeto finito, vem acompanhada de dois sentimentos: a angústia e o medo.
O não se sentir em casa, deve ser compreendido existencial e ontologicamente como o fenômeno mais originário. O existir clama, movido pela angústia do ser, pessoal e autêntico, que implica em se reconhecer como esse ser – para – morte. Porém, muitas vezes isso não acontece, e o ser “esquecido” de sua liberdade de escolha, justifica sua angústia lhe dando objetos para se tranquilizar novamente, enganando a si mesmo. Esse modo de agir, impessoal e inautêntico, lança o ser no mundo das ocupações e preocupações, no imediatismo das tarefas e das regras. O que aparentemente o isenta de ter que pensar, tirando a responsabilidade de assumir suas escolhas. Quem escolhe é todo mundo e, dessa forma, todo mundo é ninguém.
A consciência da finitude das coisas angustia e provoca temor no homem, pois o coloca frente à possibilidade da própria morte como fim. No entanto, é essa angústia do aqui – agora que remete o homem em seu poder ser mais próprio, escolhendo o que quer ser e assumindo a responsabilidade de suas escolhas.
A angústia do aqui – agora parte do princípio de que o homem é um ser temporal, com sua história individual, definida em uma época e espaço historicamente determinados. Isto significa que o homem é um ser único e que apenas ele pode vivenciar suas experiências. Quer dizer que nenhuma pessoa pode vivenciar a vida no lugar de outra, escolher as escolhas do outro, ou assumir as responsabilidades pelo outro.

Micheli Krayevski
chelykrayevski@gmail.com

quinta-feira, 24 de março de 2011

Amor Eterno?

Sim, pesquisas neurocientíficas recentes mostram que é possível sim se sentir encantado pela mesma pessoa por décadas. Imaginar-se vivendo 10, 20... 50 anos com a mesma pessoa e ainda continuar sentindo prazer em sua companhia e conforto em seus braços, para muitos, pode parecer uma proposta muito interessante. Se pensar em viver dessa forma lhe traz uma sensação bem estar, não agradeça ao seu coração. Agradeça seu cérebro! Já se essa idéia não lhe agrada a responsabilidade também é dele também.
Diferente de muitos animais, que procuram um par somente para o acasalamento e imediatamente depois cada um segue seu caminho. Na raça humana (assim como em outros seres vivos que vivem em sociedade) os laços afetivos e amorosos são muito importantes, pois na maioria das vezes, é através deles que buscamos a sobrevivência de nossa espécie.
Gostamos tanto de formar pares que gastamos muita energia, tempo e esforço para convencer um belo modelo de que somos a pessoa mais sensacional, interessante e desejável, entre as outras 6 bilhões de pessoas existentes na Terra. Isso porque, segundo a pesquisadora Suzana Herculano-Houzel, nosso sistema cerebral é capaz de atribuir um incrível valor positivo à companhia alheia. A função do sistema de recompensa (conjunto de estruturas do cérebro especializado em detectar quando algo interessante acontece) é premiar-nos com uma sensação física inconfundível de prazer e satisfação e ainda associar esse prazer com o que nos levou a ele – pode ser uma ação, situação, objeto ou... alguém.
Conforme esse sistema é acionado, cada vez que tem uma sensação de prazer na companhia dessa pessoa, um valor positivo que atribuímos a ela é reforçado. Com isso, devemos ficar na torcida para que a mesma coisa esteja acontecendo no cérebro dessa outra pessoa. Que ela esteja associando um valor cada vez mais positivos a nossa companhia. Isso é o que fazemos no período de namoro. As conversas sempre são interessantes, passeios agradáveis, boa musica, boa comida e carinho oferecem prazeres que vão sendo associados à relação. Se acrescentar o sexo, fica melhor ainda: o prazer do orgasmo funciona como uma cola extraordinária para o sistema de recompensa, que atribuirá satisfação incrível àquela pessoa específica (mas é verdade que isso não funciona tão bem em alguns cérebros...).
Com a repetição, o sistema de recompensa vai aprendendo a ficar ativado não apenas em resposta a companhia, mas também em antecipação à presença daquela pessoa, que está ficando cada vez mais importante e essencial. Essa antecipação é a motivação, para que alteremos compromissos ou fiquemos acordados madrugada adentro. Essa é a paixão, sentimento que faz com que se faça tudo em nome de mais tempo na presença do ser amado.
Uma questão complicada é: quando isso vira amor? Operacionalmente falando é quando passa o ardor da paixão e descobre-se que pensar em uma vida sem seu companheiro causa angustia profunda e sincera. O amor é esse laço que faz o cérebro acreditar que não existe felicidade sem a presença do outro, e ao fazer seu companheiro feliz dá um novo sentido à vida.
Se será para sempre, depende de vários fatores – muitos deles completamente fora do nosso controle. A boa noticia que a neurociência nos dá é que os relacionamentos não estão necessariamente fadados ao esgotamento, pois é sim possível, se sentir apaixonado por muitas e muitas décadas pela mesma pessoa. E não é o acaso ou a sorte, você tem grande responsabilidade e deve sempre fazer sua parte. É uma questão de continuar inventando e descobrindo novos prazeres a dois. Tudo que for possível para manter o sistema de recompensa do outro interessado em você...

Micheli Krayevski
chelykrayevski@gmail.com

sexta-feira, 18 de março de 2011

Inevitáveis Gafes

De repente, sem a menor chance de controle, as palavras saltam de nossa boca e quando nos damos conta já dissemos aquilo, que no momento seguinte nos arrependemos. É o lapso, o “fora”, a palavra que parece escapar – mesmo que tentemos evitar. Isso geralmente acontece em uma situação constrangedora, das quais ninguém está livre. Talvez por culpa da famosa Lei de Murphy: “Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará”.
Segundo o psicólogo social Daniel Wegner, da Universidade de Harvard, que estuda esses casos a mais de 20 anos, pessoas que tem tendência a ansiedade, depressão ou timidez são os grupos que mais levam a sério esses lapsos. Por isso, sofrem mais com eles, já que costumam ficar constrangidos e desconfortáveis em grupos que não lhe forneçam segurança.
O criador da psicanálise, Sigmund Freud, havia percebido isso em suas pacientes e nomeou o fenômeno de genville (ação executada contra a própria vontade). Na sua grande maioria mulheres recatadas do século XX, as histéricas de Freud tinham muito medo de fazer comentários sem propósitos ou incondizentes com o meio social em que viviam. E quando isso eventualmente ocorria, o deslize era visto por elas como algo realmente grave e assumia sérias proporções em seu psiquismo. E, curiosamente, quanto mais tinham medo de cometer uma gafe, mais isso acontecia.
Esses erros irônicos se produzem assim que os conteúdos reprimidos fogem do nosso controle. Mesmo que o recalque (impulso ou desejo expulso do consciente e escondido no inconsciente) seja uma estratégia eficaz, pode causar lapsos, pois exigem muita atenção e investimento de recursos cognitivos. É como se nos pedem para não pensar em um urso branco, automaticamente é a primeira coisa que nos vem à mente. Sim, é inevitável! Não temos controle sobre nossos pensamentos.
As pessoas mais emotivas parecem ser as que menos suportam cometer gafes. Esse temor, pode explicar em parte, porque os fóbicos sociais se isolam. Para essas pessoas, possíveis erros tornam-se uma ameaça constante. Aquele que busca se liberar de problemas emocionais recalcando pensamentos negativos entra frequentemente em um circulo vicioso: tenta lutar contra o pensamento, mas por meio de um mecanismo parecido como o do urso branco, acaba por se concentrar naquilo que gostaria de esquecer.
Como se proteger desse fenômeno? Uma recomendação bem simples: aprender a aceitar os pensamentos desagradáveis. Evitar a evitação!
Nos casos mais graves, nos quais a pessoa se sente atormentada por pensamentos intrusos, a análise diária das próprias preocupações, incluindo tudo aquilo que causa inquietação e se gostaria de reprimir. Uma confrontação dos pensamentos reprimidos costuma ter efeitos positivos na vida cotidiana e na saúde psíquica. Registrar por escrito seus tabus pessoais, aquilo que teme ou lhe causa vergonha. Segundo Pennebaker, da Universidade do Texas, esse exercício pode vir a reforçar o sistema imunológico, já que viria a causar menos estresse, e parte da energia psíquica despendida na repressão de certos conteúdos poderia ser empregada de maneira mais saudável.
Encontrar distrações que não aumentem o estresse, buscar tudo aquilo que interessa e não cria uma sobrecarga emocional, representa uma boa ocasião de se liberar do temor de cometer gafes. Para algumas pessoas mais rígidas consigo mesmas, pode ser muito tranquilizador tomar consciência de que esse tipo de incidente é simplesmente normal. Se parece difícil se conscientizar disso sozinho, busque conversar com amigos e familiares sobre situações constrangedoras, com certeza ouvirá historias engraçadissimas. Já se aquilo que seria apenas motivo de uma boa gargalhada ou um leve mal-estar, se tornar razão para se atormentar, parece ser a hora de procurar um profissional e de empenhar-se para tornar a vida um pouco mais leve.

Micheli Krayevski
chelykrayevski@gmail.com

segunda-feira, 7 de março de 2011

Fugindo do Amor

É incrível como as pessoas tem medo de amar, mas o interessante é que todas querem ser amadas e, por isso, inventam defesas e comportamentos para fugirem das responsabilidade e dos riscos que todo envolvimento afetivo sadio exige. Todos querem dinheiro, poder, cultura, beleza física para atraírem as pessoas e serem amados por elas, mas nem todos tem a coragem necessária para amar. Para certas pessoas, o temor da rejeição é tão grande e o medo do desastre afetivo é tão assustador, que passam a dificultar qualquer relacionamento que para elas possa ser emocionalmente mais envolvente.
Faz lembrar-me de uma cliente que se julgava capaz de amar, pois afirmava que o seu maior prazer era dar felicidade para os outros. mas a verdade era outra! Na realidade era a maneira que ela encontrava de controlar e de não se envolver afetivamente com ninguém. Até mesmo sexualmente mostrava isso, pois dizia que nunca havia conseguido alcançar orgasmos, mas que tal fato não importava. Dar prazer ao outro era o que a deixava feliz.
O que acontecia era que tinha medo de usufruir do prazer que qualquer tipo de relacionamento poderia lhe proporcionar, seja ele sexual, social ou profissional. Mostrava nesses três contextos comportamentos muito semelhantes. No grupo social, sempre muito feliz no papel de anfitriã e rejeitando, quase sempre, o papel de convidada. No trabalho, sempre solicita, pronta para ajudar os outros, fazendo tudo muito perfeito e sempre sorrindo, mas nunca se permitindo ser ajudada. No sexo, sempre ativa e participante, ajudando o parceiro a realizar-se plenamente, mas nunca se realizando.
Durante o processo terapêutico acabou percebendo que esse comportamento, na realidade, era a maneira que encontrava para não se sentir dependente de ninguém, pois a fatalidade, muito cedo, lhe empurrou para esse tipo de defesa – ser amada sempre, mas amar nunca.
Contou-me que ainda bastante pequena, perdeu seu pai num acidente automobilístico e que sua mãe, alguns meses depois foi internada em um hospital psiquiátrico e logo veio a falecer também. Foi “criada” por uma tia muito enérgica, pouco carinhosa e que lhe ameaçava constantemente expulsa-la de casa.
E assim, como tinha medo de sofrer novamente, passou a rejeitar o prazer que os outros poderiam lhe proporcionar. Isso lhe dava a falsa idéia de independência, pois, se as pessoas que lhe davam amor viessem por qualquer motivo lhe faltar, não sofreria tanto. Seu grande medo era sofrer novamente por perdas afetivas e era disso que ela se defendia, deixando-se amar, mas jamais amando.
Muitas pessoas se defendem do amor inconscientemente. Existem as que sonham em amar, mas amar uma pessoa tão maravilhosa, tão formidável, tão perfeita que bem provavelmente não encontrará. A partir dessa expectativa, toda relação que venha a ter será frustradora, pois ninguém conseguirá preencher os requisitos ideiais.
Outras pessoas tem consciência do seu medo de amar e escolhem a solidão afetiva por não terem a coragem de enfrentar o perigo de serem traídas, abandonadas e julgadas incompetentes para manterem um amor. Geralmente acabam se tornando pessoas muito sofridas, amargas e criticas.
Existem também os que fogem dos riscos do amor amando de uma forma neurótica. Por estar muito ligada a figura de um dos pais, a pessoa não consegue ter o desapego do cômodo lugar de “filhinho” e ter coragem para assumir as responsabilidades de uma amor adulto. Dessa forma, transfere para a pessoa amada os sentimentos, as esperanças e os temores que tinha/tem em relação aos pais. Com isso prejudica o vinculo. Espera, desse relacionamento, as mesmas satisfações, a mesma proteção, tantas provas de amor, de cuidado e admiração, que parecem verdadeiras crianças. Querem ser perdoadas sempre, mas não perdoam nunca. Querem ser endeusadas, magoam-se facilmente e se julgam sempre injustiçadas.
Quando o amor é verdadeiro perdemos o medo de correr riscos, nos entregamos por inteiro e envolvemo-nos profundamente com a outra pessoa. Muitos não estão preparados para isso e nem se expõe para aprender. Se ama, o faz de uma forma captativa.
Não conheço e não acredito em regras que nos ensinem a amar. Podemos ler mil livros, conversar com pessoas experientes, podemos tentar controlar o coração e ter novas táticas de atuação no jogo do amor, mas será tudo em vão! A teoria não tem acesso ao coração.
Eu só acredito que para mudar a maneira de amar, a pessoa terá primeiro que mudar a sua maneira de ver a vida e, para isso, precisará de humildade, coragem e perseverança.
Amar e ser amado é maravilhoso, mas também é assustador, pois nos dá a impressão de se ter perdido todo o controle e de nos termos tornados totalmente vulneráveis. Para amar temos que ter coragem de nos expor, a humildade para perdoar, flexibilidade para conviver e bom humor para brincar. Não podemos ter medo das pessoas, medo da intimidade, de sentir e de ser sentido.

Micheli Krayevski

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Emoções – É preciso conviver com elas!

O Controle Emocional é a capacidade de lidar com os próprios sentimentos, adaptando-os segundo a circunstância e expressando de forma saudável para si e para o grupo no qual está inserido.
O equilíbrio entre razão e emoção é o caminho mais acertado. Os abusos costumam acarretar consequências danosas às pessoas. A razão excessiva faz com que o sujeito vivencie e demonstre pouco suas emoções, absorvendo para si toda a carga emotiva. Já a pessoa mais emotiva, que expressa seus sentimentos com facilidade, age por impulso e causa situações sociais desconfortáveis. O reconhecimento das emoções e sentimentos, bem como dos limites suportados é um primeiro passo para a busca do equilíbrio emocional. Lidar com a emoção e a razão em proporções que o levam a colocar-se de modo saudável diante das circunstâncias vividas poderá trazer um modo de vida estruturado, adequado à sociedade e, principalmente, saudável para si mesmo.
Uma pessoa que é envolta pelas emoções, agindo de modo impulsivo, geralmente, envolve-se em relacionamentos conflituosos, perde oportunidades de trabalho, arrepende-se de suas atitudes, gerando confusão em sua vida e na dos próximos.
Por outro lado, um sujeito que reprime suas emoções, não necessariamente estará utilizando só a razão para resolver suas questões. As emoções podem afetar suas decisões e posicionamentos diante da vida, porém os sentimentos não são expressos. A falta de manifestação das emoções e dos pensamentos provoca dificuldades na comunicação com outras pessoas, decisões e atitudes pouco efetivas, dificuldades nos relacionamentos pessoais e sociais, e principalmente, a possibilidade de somatização da carga emotiva.
Essa nova geração de jovens adultos, de modo geral, foram crianças que expressaram mais suas emoções e seus desejos, o que é benéfico, pois puderam vivenciar sentimentos e entrar mais em contato consigo mesmo. Tiveram oportunidades de serem autênticos. Porém, tiveram essa experiência com pouca capacidade de um adulto em impor limites, e até mesmo, saber lidar com suas próprias emoções diante das situações difíceis. É uma geração que sabe lidar pouco com suas frustrações, mas que possui potencial para adquirir equilíbrio emocional, se assim se propuserem a buscá-lo.
Lidar com frustrações é sofrido e angustiante. Diante dessa dificuldade, muitos acreditam que o caminho é eliminar a emoção da vida. Mas, esquecem que, na tentativa de eliminar a emoção, além de não vivenciar frustrações, tristezas, angústias, ansiedades, também não se vive amor, carinho, alegria, felicidade, conquistas. Porém, também as frustrações, sentimentos de injustiça podem atuar de um modo positivo, gerando força para mudanças de situações desagradáveis e sofredoras. A sociedade está buscando um ideal de sujeito que não é humano.
A emoção, como também a razão, faz parte do homem e de como ele se manifesta na vida, cada qual com sua singularidade. As diferenças enriquecem a vida e as pessoas, que podem aprender a viver com mais flexibilidade e se adequarem melhor às suas necessidades. A medida do descontrole emocional é aquela que prejudica a sociedade e o sujeito. Se uma pessoa não consegue lidar com a frustração do trânsito e tem ataques de fúria, dirigindo de modo imprudente e cometendo crimes, coloca a sociedade em risco. A pessoa que não consegue lidar com a discordância de seu pensamento, e perde seu trabalho por um comportamento impulsivo, coloca a si mesmo em risco. Nesses casos, é necessária a busca de ajuda profissional. Uma terapia poderá trazer benefícios ao lidar melhor com suas emoções e sentimentos.


Micheli Krayevski
Psicóloga
(47) 9193 6553